Baby Felipe não foi uma visita programada. Mas não podia ter chegado ao mundo mais desejado por pai, mãe, irmão e irmã.
Vinte e oito meses e meio depois, Felipe simplesmente não é mais baby. Grande no tamanho, na personalidade, no vocabulário e nas vontades, nem sempre fáceis de atender. Fã precoce de heavy metal e prestes a começar a dormir sem fraldas, fica fácil concordar quando ele diz que já “parece homem”.
Futebol e natação são as preferências esportivas do moço, a quem não falta energia pra gastar na academia, na escolinha e em casa, onde só sossega quando dorme. Escrevo sobre ele, aliás, enquanto o vejo pular pela sala usando uma máscara de carnaval e soprando um apito. Não é hora, eu sei, mas pro Felipe é sempre hora.
Fofo sem dúvida, hoje mais pra “sarado” e “fortão” que pra “gorducho”. Loura cabeleira, tal e qual mamãe quando na mesma idade; rostinho clonado do irmão mais velho, ambos a cara do pai quando bebê, para o bem e para o mal. Olhos espertíssimos, sorriso fácil, gênio difícil especialmente ao levar bronca, coisa que ou se resolve antes dele casar ou não será mais problema meu.
Felipe, se não existisse teríamos que inventá-lo. E se fizéssemos de caso pensado, imagino, não teria dado tão certo.
(NOTA: culpa da escolinha que mandou escrevermos sobre o rapazote em questão, tarefa que papai aqui prontamente se propôs a desempenhar, comedido como não costuma ser no seu escrevinhar. Felizmente não há como enrolar muito na biografia dum camarada ainda no pré-mini-maternal…)

04/03/2012 às 21:34 |
Lindo e emocionante texto. Isso é amor. E lindo baby também.
04/03/2012 às 21:45 |
Gradecido. E sim, isso é o que a gente por falta de nome melhor chama de “amor”…
04/03/2012 às 23:29 |
Lindo o texto… o filhote então, nem se fala! Parabéns papai, mamãe e irmãos!
05/03/2012 às 09:12 |
Gradecido.
14/03/2012 às 21:21 |
A raspa do tacho. Perfeito. A última bolachinha do pacote. Muito fofo, né? Um tchutchuco. Não tive essa coragem… fiz um só e não sei como é ter amor pra mais de um, acho que meu corpo e minha mente não foram feitos pra muito mais do que tenho. Talvez um dia, um outro cachorrinho, um gato, não mais que isso. Parabéns pela coragem. E bolso.
14/03/2012 às 22:09 |
Às vezes fraquejo. Na coragem e no bolso. Mas não tem volta, né não?