do FALECIDO HAMSTER E A POEIRA CÓSMICA

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Um minuto de silêncio, por favor: morreu hoje pela manhã Chico, o hamster. Um ano e quatro meses. Zeus o tenha.

Devidamente ensacado: confesso, fiquei em dúvida (muito por culpa daquilo de “o ciclo sem fim” da versão brasileira do Elton John na trilha sonora do Rei Leão) quanto a classificar o cadáver como “reciclável” ou “não-reciclável”, mas obviamente enterro cristão não rolou.

Baby Felipe não entendeu, deu até risada; Princesa Jujuba gastou algumas lágrimas, mas não há de guardar trauma; Henrique, o primogênito, ficou inconsolável e escandalizou geral. Claro, já tinha o bichinho perdido 110% da graça e “negligência” era a palavra de ordem quanto ao assunto “animal de estimação” lá em casa, mas para o moleque foi como se tivesse perdido um parente. Triste.

Menos mal, rolou aquela oportunidade básica de falar com as crianças sobre os fatos da vida, resumidos no banal “tudo o que é vivo um dia morre”. Ainda aproveitei pra discutir com as crianças aspectos de imortalidade ou “vida após a vida” presentes na transmissão de DNA de pai pra filho, na doação de órgãos e na descoberta de que tudo o que nos forma e ao mundo em que vivemos fez parte um dia de uma estrela sem nome nos primórdios do Universo que, na morte, gerou possibilidade de vida em forma de poeira cósmica.

Hamster morto, hamster posto, quem sabe, mais à frente, caso me convençam os petizes ter aprendido algo com o finado pet.

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Uma resposta to “do FALECIDO HAMSTER E A POEIRA CÓSMICA”

  1. Cátia Veríssimo Says:

    Eu, definitivamente, sou uma destruidora de sonhos… puxa vida, ou melhor, puxo a morte: deixo pequenos presentinhos escondidos no quintal, lavanderia, pois quase sempre tem um roedor circulando nas imediações, e, sinceramente, às vezes chego a confundir o “forro” da minha casa nesse bairro humilde com uma maternidade. Elas vêm, sem muitas informações, colocam pra fora a vida, bom, o que elas, as ratinhas prenhas, acham que é o início de tudo. Infelizmente alimentam-se do café da manhã/almoço/jantar servido por mim, copeira desse hospital. Tenho veneno “do bom”, sei inclusive das preferências (aquele com semente de girassol não é saboroso) e sirvo, para que a mamãe possa alimentar seus filhos, amamentá-los dopada de veneno e matar tudo de uma vez… claro que ela sai de lá e vem morrer onde eu possa vê-la, de olhos abertos, vermelhos, rabo pelado, um sanguezinho saindo entre os dentes, aqueles quatro grandões da frente. Recolho, sem medo algum, quase sem nenhum remorso. Sim, sou eu que recolho pq nenhum homem daqui tem a coragem de pegar. Saquinho de mercado de luva e muita disposição na hora de apalpar o abdome desse ser, calculando assim o tempo aproximado de morte do bichano. Não, não é um hamster. Não deu essa sorte. Sorte ele nem conheceu. Eu não deixei.

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